Sempre gostei de trabalhar com as mãos. Mas só depois de um pequeno infarto é que passei a utilizá-las mais intensamente. Até então, meu tempo era gasto na formulação e implantação de programas de educação, ciência e tecnologia e em sala de aula, ensinando engenharia.
O meu contato com o bambu remonta aos tempos da infância, quando os meninos faziam pipas e gaiolas, além de preparar as varas de pescar. A vontade de esculpir o bambu surgiu ao mesmo tempo em que escrevia um livro sobre as mudanças na minha vida depois de passar por clínicas e hospitais.
Aos poucos, da condição de terapia ocupacional, o trabalho com bambu se transformou em atividade prazerosa, ocupando lugar de destaque no meu cotidiano. Nos últimos seis anos devo ter produzido mais de 1100 peças. Muitas delas foram destruídas por insetos vorazes e muitas foram dadas de presente para pessoas amigas. Na cozinha lá de casa, as minhas colheres estão em maioria absoluta.
Nasci em outubro de 1947, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo - Brasil. Moro em Vitória, depois de ter vivido no Rio de Janeiro, Brasília e na Paraíba. Sou casado há quase 30 anos com Carol, com quem tenho cinco filhos: Rafael, Manaira, Isabel, Bento e Diana.
Estudei engenharia mecânica e fiz mestrado em produção. Depois de mais de 25 anos dedicados ao setor público e ao ensino universitário, atualmente ajudo a dirigir a TECMARAN, empresa que distribui um software de programação da produção industrial para toda a América do Sul.
Espero poder, em breve, dedicar muito mais do meu tempo para extrair beleza e harmonia de pequenos pedaços de bambu. |
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