Nasci em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Sou engenheiro mecânico e mestre em engenharia de produção. Fui professor da UFES e da UFPB na Paraíba, trabalhei no Ministério de Educação e no CNPq, em Brasília. Vivo em Vitória desde 1987, quando passei a trabalhar no BANDES em favor da modernização da indústria capixaba tradicional. Sou sócio de uma empresa de sistemas para gerenciamento da produção. 

Casado com Carol desde 1970, sou irmão de quatro, pai de cinco e, por enquanto, avô de seis. Tenho orgulho de ter muitos amigos. Talvez por isso, escrevi um livro sobre o infarto que tive aos 46 anos e comecei a fazer colheres poucos meses depois. Já devo ter feito mais de 4.000 peças com bambu de diferentes origens e espécies, centenas delas foram perdidas para as brocas. A brincadeira é conseguir fazer peças únicas, utilitárias ou não, diferentes entre si.

Cavoco e raspo bambu praticamente todos os dias, esteja sozinho, conversando na varanda ou andando na beira do mar. Sempre levo ferramentas e pedaços de bambu em minhas viagens e passeios. Como já disse, não misturo dinheiro com colher, mas gosto de muito de fazer colheres especialmente para dar de presente para quem me peça e para quem mereça um dengo.

Ao fazer colheres de bambu, o tempo não é uma variável relevante. Por princípio e convicção.

Alvaro Abreu, agosto de 2016.

alvaroabreu