Por hábito e diversão, busco a melhor maneira de obter planos exatos, superfícies polidas, curvas perfeitas, concordâncias suaves, formas harmoniosas, quase sempre com a ponta de uma pequena lâmina...
O trabalho que realizo é inteiramente manual, executado apenas com o auxílio de ferramentas muito simples e, muitas vezes, improvisadas.
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Quase sempre inicio uma peça durante minhas caminhadas matinais à beira-mar. Gosto muito de trabalhar enquanto converso com amigos na varanda de casa e sempre levo ferramentas e pedaços de bambu quando viajo.
O meu trabalho consiste basicamente em extrair pequenos pedaços de material, como se faz com o mármore. O processo de polimento ocorre por desbaste de partículas da madeira, até conseguir gerar uma superfície livre de irregularidades.
Posso dizer que as peças são feitas mediante a conjugação de duas atividades elementares, que se sucedem ciclicamente, o tempo inteiro: identificar os defeitos e acabar com os defeitos. Entenda-se por "defeito" tudo aquilo que desagrade aos olhos e ao tato. Imperfeições da forma - sejam elas retas, planas, curvas, pontas, quinas, ângulos, simetrias ou concordâncias, inadequações das condições de equilíbrio, harmonia e beleza, das impropriedade na textura, e tudo o mais que de alguma forma me desagrade ou sugira que o trabalho continue.
Para tanto, trato de escolher a ferramenta mais adequada para tentar minimizar cada tipo de imperfeição que encontre pela frente, como se estivesse resolvendo um intrincado quebra-cabeça.
Para quem tem alguma habilidade manual, fazer uma peça é relativamente fácil. A forma e a estética ficam por conta de cada um. Veja o que pensei, quando me vi diante dos bambus que trouxera do sítio de um amigo:
Sugiro que você experimente fazer uma peça de bambu! |
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