Isso foi o que pensei quando me vi diante dos pedaços de bambus que trouxera do sítio de um amigo e que está no meu livro “Crônicas do Meu Primeiro Infarto”:

“… sentado na cadeira de balanço, fui fazendo o planejamento das minhas atividades.Primeiro, com a ajuda do serrote, cortaria um gomo que estivesse bem retinho.Depois o desmembraria em quatro ou cinco tiras largas, cortadas no sentido das fibras.Em seguida escolheria um dos pedaços e começaria a desbastá-lo com golpes da minhafoicinha paraibana, em busca da forma primária, básica. Feito isso, seria a hora de usara grosa para melhorar gradativamente o formato do que fosse surgindo.Se necessário, utilizaria o velho formão que, para tanto, teria que ser amolado.O canivete teria uso certo na fase de acabamento preliminar, quando já estivessechegando bem perto da forma definitiva. Dali pra frente, seria a vez de usar um cacode vidro recém-quebrado para raspar as superfícies até que ficassem quase perfeitas.Com a ajuda de lixas, sempre da mais grossa para a mais fina, faria o acabamento final.Para entortar ou desentortar as peças que estivessem sendo produzidas, utilizaria a chama do fogão…”