Trabalho com as mãos, usando somente ferramentas bem simples. Uma foicinha paraibana de grande estima, uma goiva feita sob encomenda, uma lâmina curva feita por um amigo cuteleiro, várias faquinhas trazidas da Europa. Uso também grosas, lixas, cacos de vidro e até mesmo a superfície de um muro que existe no caminho da praia. Para secar e envergar o bambu utilizo a chama do fogão ou o calor misterioso do forno micro-ondas. Uma luz transversa e um fundo escuro ajudam bastante na hora de avaliar o que precisa ser melhorado. As pontas dos dedos são ferramentas poderosíssimas para conferir se está tudo direito. Gosto de usar cada ferramenta no limite de suas possibilidades, que vou alargando com a prática e a experimentação.